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CÂMBIO: Dólar abre com 1% de alta com tensão entre EUA e Irã
Publicado em 03/01/2020 | 10h50

Porto Alegre, 3 de janeiro de 2020 - O dólar comercial abriu os negócios
em forte alta frente ao real reagindo à tensão geopolítica entre Estados
Unidos e China após um ataque aéreo autorizado pelo presidente
norte-americano, Donald Trump, matar o líder militar do Irã, Qassem Soleimani.
O governo iraniano, por sua vez, prometeu retaliar. O movimento de forte
aversão ao risco deve prevalecer ao longo da sessão.

Às 9h45 (de Brasília), a moeda norte-americana operava em alta de 0,96%
no mercado à vista, cotada a R$ 4,0640 para venda, depois de chegar à máxima
de R$ 4,0710 (+1,14%). O contrato futuro para fevereiro subia 0,93%, a R$
4,0690. Lá fora, o Dollar Index subia 0,20%, aos 97,039 pontos. Entre as moedas
de países emergentes, o movimento é de desvalorização frente ao dólar.

Os Estados Unidos atacaram um aeroporto em Bagdá, no Iraque, na madrugada
de hoje e culminou na morte do principal comandante militar do Irã e líder de
uma milícia local pró-Teerã. O governo norte-americano confirmou o ataque
realizado por um drone. Em resposta, o presidente iraniano, Hassan Rouhani,
prometeu "severa vingança" aos norte-americanos.

O conflito reflete em "elevada" aversão ao risco, em meio à forte alta
dos preços do petróleo, o que leva o dólar a ganhar força frente às
principais moedas pares e emergentes, destaca o economista-chefe da SulAmérica
Investimentos, Newton Rosa.

O movimento de forte aversão ao risco vem um dia após uma sessão de rali
no mercado de ações, com índice Ibovespa renovando máximas sucessivas no
movimento intraday e o dólar tocar o menor nível em quase dois meses chegando
à mínima de R$ 4,0060 também no movimento intradiário.

O diretor da Correparti, Ricardo Gomes, destaca o desempenho otimista não
apenas da bolsa brasileira, a B3, como também do risco-País medido pelos swaps
de default de crédito (CDS, na sigla em inglês). "O termômetro do
risco-país fechou abaixo 97 pontos. Os contratos de cinco anos estão se
mantendo abaixo de 100 pontos, menores níveis desde o fim de 2010, quando o
Brasil tinha grau de investimento", ressalta.

À tarde, sai a ata da última reunião de política monetária do Federal
Reserve (Fed, o banco central norte-americano), realizada no mês passado, no
qual Gomes acredita ficar em segundo plano refletindo o recrudescimento do
conflito geopolítico. "[O conflito] deixa em segundo plano a expectativa
positiva com a ata bem como deve esvaziar os discursos de dirigentes da
instituição programados para hoje", comenta Gomes. Com informações da
Agência CMA.

Revisão: Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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