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CARNES:China já eliminou um quarto do rebanho suíno devido à peste africana
Publicado em 10/06/2019 | 12h14

Porto Alegre, 10 de junho de 2019 - O presidente da Associação Brasileira
de Proteína Animal, Francisco Turra, revelou no Seminário Técnico
Tendências na Cadeia Produtiva de Suínos, na Suinofest 2019 em Encantado, que
os chineses já eliminaram mais de 25% do plantel suíno pela ocorrência de
Peste Suína Africana. "Foram enterradas no mínimo 12 milhões de toneladas,
com perspectiva de chegar a 16 milhões", revelou o dirigente.


Ele recebeu as informações na manhã da última sexta-feira, de um
diretor da ABPA que está na China. Segundo Turra no painel "Cenário Mundial
da Carne Suína", todas as províncias chinesas registraram focos da doença e
outros 16 países já detectaram casos e, com isso, faltarão oito milhões de
toneladas no comércio mundial de carne suína apenas para atender a China. "O
Brasil precisa preservar a credibilidade e a condição sanitária para ganhar
esse mercado, a exemplo do que aconteceu com a avicultura no episódio da gripe
aviária em 2006, quando o país alcançou o primeiro lugar no comércio mundial
e não perdeu mais a posição", lembrou.


O Seminário foi realizado no auditório do Sicredi e reuniu trezentos
participantes. O Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal, através
do Conselho Técnico Operacional da Suinocultura é apoiador do evento. O
presidente do Fundo, Rogério Kerber, falou na abertura que o Brasil vive um
momento auspicioso na suinocultura e que, mesmo assim, não pode desconsiderar
que "2019 é o ano mais desafiador do setor no Brasil, em função da
necessidade de manter o status sanitário do rebanho suíno". Por isso,
destacou Kerber, os temas propostos no seminário, relacionados ao bem-estar
animal e doenças emergentes são fundamentais para levar informação e
qualificação da atividade no Rio Grande do Sul.


Sobre o tema "Bem-Estar Animal - Considerações sobre o tema na visão da
indústria", as médicas veterinárias Vanessa Basquerote e Maiquieli Deon, da
Aurora Alimentos, apresentaram conceitos e falaram sobre a necessidade de
abordar o assunto com base em conceitos científicos. "Precisamos adotar
posturas técnicas e ações regulatórias coerentes na busca do equilíbrio
deste tema em todos os aspectos", frisou Maiquieli.

No painel "Controle de Salmonela na Cadeia Produtiva de Suínos para
atender a IN 60", a pesquisadora da Embrapa Suínos e Aves, Jalusa Kich,
apresentou os desafios de produtores e indústrias para reduzir a
contaminação. "Quem tem controle de qualidade não terá grande dificuldade
em atender a normativa. Mas é importante controlar a bactéria ainda na
fábrica de ração e na granja, antes de chegar no frigorífico", destaca.
Jalusa também afirmou que a palavra monitoramento é muito importante em todos
os elos, especialmente nas fábricas de ração.

Finalizando o evento, o professor da Ufrgs e Coordenador do Comitê
Estadual de Suinocultura, David Barcellos, falou sobre Doenças Emergentes e
Cuidados com Biosseguridade. Abordando especialmente a Síndrome Respiratória e
Reprodutiva Suína (PRSS) e Peste Suína Africana PSA), afirmou que para as
duas doenças e outras tantas, os cuidados são os mesmos. "As ações de
prevenção e controle envolvem atividades de biosseguridade e restrição de
acessos. Já existe muita informação, todos já sabem o que fazer, é preciso
apenas adotar as medidas", finalizou. Com informações da assessoria de
imprensa do Fundesa.

Revisão: Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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