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CLIMA: Monitor de Secas chega à região Norte com a entrada de Tocantins
Publicado em 20/01/2020 | 12h53

Porto Alegre, 20 de janeiro de 2020 - O Monitor de Secas, ferramenta de
acompanhamento do grau de severidade das secas no Brasil, coordenado pela
Agência Nacional de Águas (ANA), agora atua também no Tocantins, com base em
indicadores de seca e nos impactos causados pelo fenômeno.

O Estado agora se junta aos nove do Nordeste, Minas Gerais e Espírito
Santo. Os próximos a se juntarem ao Monitor serão Goiás e Rio de Janeiro, que
já estão em fase de testes e treinamento de pessoal.

Em dezembro de 2019, os maiores volumes de chuva foram observados no
centro-sul de Minas Gerais, em grande parte de Tocantins e em pontos isolados do
Espírito Santo, onde houve acumulados de precipitações entre 100mm e valores
acima de 200mm.

No Nordeste, os maiores volumes foram registrados no centro-oeste e sul da
Bahia, oeste do Piauí e em pontos isolados do Maranhão, onde foram observados
acumulados também variando entre 100mm e 200mm. Já entre o Ceará e o
centro-norte da Bahia, o predomínio foi de pouca ou nenhuma chuva, com
acumulados inferiores a 50mm.

Quanto à anomalia de precipitação, chuvas inferiores à média
histórica foram observadas na faixa centro-sul do Maranhão e do Piauí, oeste
do Espírito Santo, Paraíba, Pernambuco, sul do Ceará, além de todo o
território de Tocantins, Bahia, Alagoas, Sergipe e Minas Gerais.

Por outro lado, chuvas acima da média histórica foram observadas em locais
isolados do oeste e norte do Maranhão, centro-norte do Piauí e Ceará. Nas
demais áreas, as precipitações observadas ficaram próximas à média
histórica.

SITUAÇÃO POR ESTADO

Alagoas

Os índices combinados de longo e curto prazo indicam a permanência da
condição de seca em Alagoas. Com isso, prevalece a seca fraca no leste do
estado, seca moderada no Agreste e seca grave no Sertão alagoano. Os impactos
são de curto e longo prazo no Agreste e Sertão, e apenas de curto prazo na
faixa leste. Entre novembro e dezembro de 2019, a situação das secas se
manteve em Alagoas.

Bahia

Apesar da ocorrência de chuvas em boa parte do centro-sul e oeste da
Bahia, a anomalia se mostrou negativa em praticamente todo o estado. Além
disso, os indicadores combinados de curto prazo, bem como o índice de
vegetação, auxiliaram para o aumento da seca grave tanto na faixa oeste,
quanto na faixa centro-leste próxima à região da Chapada Diamantina.

Também houve aumento da área de seca moderada no baixo sul baiano e
aumento da seca fraca no leste do Estado (em direção ao Recôncavo Baiano).

Os impactos permanecem de curto e longo prazo no centro-oeste, de curto
prazo na região sul e apenas de longo prazo em parte do Recôncavo e nordeste
baiano. A Bahia teve aumento da área e da gravidade da seca em comparação com
novembro.

Ceará

No Ceará, embora os volumes de chuva tenham ficado em torno da média
histórica, sobretudo no centro-norte, baseado nos indicadores de curto prazo,
houve a expansão da seca grave para a região central e da seca moderada em
direção ao litoral norte. Os impactos permaneceram na escala de curto prazo no
centro-norte, e de curto e longo prazos no sul. O Ceará teve aumento da
gravidade da seca em relação a novembro.

Espírito Santo

A ocorrência de chuvas acima da média no Espírito Santo nos últimos
meses, principalmente no nordeste do estado, ocasionou a diminuição da seca
fraca nesta área. No entanto, no extremo noroeste capixaba, observações
locais apontam para a ocorrência de chuvas abaixo da média climatológica nos
últimos meses, o que gera subsídio para propor um ligeiro aumento da área de
seca moderada neste trecho, baseado no indicador combinado de longo prazo.

Os indicadores de curto e de longo prazos apontam uma melhora no cenário
de seca grave no oeste capixaba, justificando a redução da área com seca. Nas
demais áreas não houve alteração no cenário de seca e os impactos
permaneceram inalterados em relação a novembro. Em síntese, o Espírito Santo
teve uma redução da área com seca e da gravidade do fenômeno.

Maranhão

No Maranhão não houve alterações nos níveis de seca, prevalecendo a
área com seca fraca na região central, seca moderada no sul e uma área de
seca grave no leste, em virtude das chuvas abaixo da média observadas durante
dezembro, assim como a permanência da intensidade da seca com base no indicador
combinado de curto prazo e do índice de vegetação. Os impactos de curto e
longo prazos seguem a área de seca moderada. Entre novembro e dezembro de 2019,
a situação das secas reduziu levemente no Maranhão.

Minas Gerais

Em Minas Gerais a ocorrência de chuvas acima da média contribuiu para a
melhora dos indicadores, o que justificou o recuo da seca fraca no extremo sul
do estado. No entanto, nas demais áreas do estado, os registros de
precipitação não foram suficientes para a redução no cenário de seca, o
que contribuiu para a manutenção da área de seca grave na região do
Triângulo Mineiro, Vale do Jequitinhonha e Vale do Rio Doce, bem como a seca
moderada na Zona da Mata. Os impactos permaneceram inalterados em relação ao
mês anterior. Em Minas, houve uma redução da área com seca e uma redução
do fenômeno no sul mineiro.

Paraíba

Na Paraíba os indicadores de curto e de longo prazos indicam o aumento da
severidade da condição de seca grave entre a região da Borborema e Agreste
paraibano. No litoral também houve a expansão da área de seca fraca. Os
impactos são de curto prazo na faixa leste e de curto e longo prazo nas demais
áreas ao interior paraibano. Entre novembro e dezembro, a Paraíba teve um
aumento da área com seca, que passou a abranger todo o território, e um
aumento na gravidade do fenômeno.

Pernambuco

Em Pernambuco as condições de precipitação variando de normal a
ligeiramente abaixo da média histórica, bem como os combinados de curto e
longo prazos, auxiliaram na expansão da seca fraca para o litoral norte
pernambucano. Nas demais áreas, não houve alterações significativas nos
níveis de seca. Os impactos permanecem de curto prazo na área mais próxima ao
litoral, enquanto nas demais áreas mantiveram-se de curto e longo prazos. Em
Pernambuco houve um leve aumento da área com seca com o avanço do fenômeno
para o norte em comparação a novembro, o que caracterizou secas em todo o
território pernambucano.

Piauí

No Piauí, houve a expansão da área de seca grave no extremo sul do
estado, em virtude, principalmente dos indicadores combinados de curto prazo.
Não houve modificações nas demais áreas com seca moderada e seca fraca. Os
impactos permaneceram de curto e longo prazos no centro-sul e somente de curto
prazo no centro-norte. No Piauí houve o aumento da gravidade da seca no extremo
sul entre novembro e dezembro de 2019.

Rio Grande do Norte

No Rio Grande do Norte houve a expansão da área de seca grave em áreas
do Médio Oeste e Seridó, levando-se em consideração o indicador de curto
prazo. Além disso, houve o aumento da área de seca fraca na região
litorânea, com base no combinado de curto prazo. Já no restante do território
potiguar, não houve alterações na intensidade da seca.

Com isso, os impactos são de curto prazo no leste potiguar e de curto e
longo prazos em todas as demais áreas com seca no estado. Em dezembro houve um
aumento da área e da gravidade das secas no Rio Grande do Norte em comparação
a novembro. Assim, todo o território potiguar passou a registrar secas.

Sergipe

Em Sergipe o índice combinado de curto e longo prazos, além da ausência
de chuvas durante o mês, auxiliou na permanência da área de seca fraca no
setor leste sergipano e seca moderada. Já no extremo oeste de Sergipe, houve um
aumento da área de seca grave, também decorrente da anomalia de
precipitação, na qual se apresentou abaixo da média. Os impactos são de
curto e longo prazos no Agreste e Sertão e de curto prazo no leste do Estado.
Em síntese, Sergipe teve um aumento da gravidade da seca.

Tocantins

No Tocantins, a baixa quantidade de chuvas contribuiu para a expansão da
seca moderada em direção ao norte do estado. Em razão da diminuição na
magnitude do índice combinado de curto prazo, houve o surgimento de duas áreas
de seca grave no centro do estado. Com o avanço da seca moderada em direção
ao norte, os impactos passaram a ser de curto e de longo prazos, enquanto os
impactos de curto prazo ficaram restritos apenas ao extremo norte, próximos a
divisa com o Maranhão. Como este é o primeiro mapa de Tocantins, não há como
compará-lo a novembro de 2019. Com informações da Agência CMA.

Revisão: Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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