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ECONOMIA: EUA manterá tarifas sobre importação da China
Publicado em 15/01/2020 | 16h21

Porto Alegre, 15 de janeiro de 2020 - O presidente dos Estados Unidos,
Donald Trump, afirmou hoje que manterá as tarifas sobre as importações
chinesas para garantir o sucesso da fase dois do acordo comercial. "A
manutenção das tarifas é um trunfo nas negociações com a China. Não
podemos abrir mão delas", disse. "A segunda fase das negociações começará
imediatamente e seu sucesso dependerá do desenrolar da primeira fase. Não
acredito que haverá uma segunda fase", acrescentou.

Na primeira fase do acordo comercial, tanto Estados Unidos como China
suspenderam a entrada em vigor de uma nova rodada de tarifas previstas para o
final do ano passado. Além disso, Washington reduziu à metade, para 7,5%, as
sobretaxas incidentes a US$ 120 bilhões em importados chineses. No entanto,
manteve as tarifas de 25% a US$ 250 bilhões em mercadorias produzidas por
Pequim.

DETALHES DO ACORDO

Trump destacou alguns pontos que considera positivo no acordo de primeira
fase com a China, entre eles a compra de US$ 200 bilhões em produtos
norte-americanos por Pequim. "A China comprar US$ 50 bilhões em produtos
agrícolas dos Estados Unidos, mais US$ 50 bilhões em energia e o restante em
serviços e bens manufaturados", afirmou Trump.

O presidente norte-americano também lembrou que o acordo inicial impede a
desvalorização cambial e a garante proteção à propriedade intelectual.
"Nossos segredos estão bem mais seguros agora. A China se comprometeu a
combater a pirataria também", disse. "A China também não irá seguir com
desvalorizações forçadas de sua moeda", acrescentou.

CRITICAS A PEQUIM

Apesar do progresso com a China, no qual destacou a boa relação e a ajuda
de Pequim em questões como a Coreia do Norte, Trump não poupou críticas ao
país asiático. "Os Estados Unidos perderam mais de US$ 5 trilhões no
comércio desde que a China de junto à OMC", disse. A China passou a ser
integrante oficial da Organização Mundial do Comércio (OMC) em 2001, após 15
anos de negociações.

Em um ano de eleição, Trump afirmou que o desequilíbrio no comércio foi
a principal razão que o fez concorrer à presidência dos Estados Unidos.
"Nunca me conformei com o desequilíbrio no comércio e com a falta de ação
de gestões anteriores. Hoje entrego uma de minhas promessas de campanha",
afirmou.

TRABALHO EM EQUIPE

Durante a cerimônia, Trump agradeceu o empenho dos negociadores
norte-americanos, entre eles, os secretários do Tesouro, Steven Mnuchin; do
Comércio, Wilbur Ross; e da Agricultura, Sony Perdue; além do conselheiro
econômico da Casa Branca, Larry Kudlow.

Os Estados Unidos e a China anunciaram a conclusão da primeira fase do
acordo comercial no dia 13 de dezembro. O pacto inclui a suspensão gradual ou
redução de algumas tarifas norte-americanas aplicadas a produtos importados
chineses. Além disso, nesta semana, o governo de Trump retirou da China o
status de manipulador cambial.

Já Pequim se comprometeu a comprar ao menos US$ 40 bilhões em produtos
agrícolas dos Estados Unidos, além de se abster de desvalorizações
competitivas do iuane e de apertar regras de propriedade intelectual e
transferência de tecnologia. Com informações da Agência CMA.

Revisão: Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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